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16 de mai. de 2010

TV ganha força e passa a ser cobiçada pelos sites da região sudoeste de São Paulo

Hiperlink, podcats e agora Tevê online, os sites que compõem a região sudoeste de São Paulo inovam na tentativa de captar novos usuários. O site Jornal na Net, da jornalista Sandra Pereira, incorporou recentemente em sua plataforma o sistema de transmissão áudio visual, na briga contra seu maior concorrente, o site O Taboanense.

 
          O programa ACE foi pioneiro na região

A TV Taboanense é uma das precursoras na tentativa de unificar o meio online com a plataforma televisiva na região. Um dos exemplos é o programa “Momento Ace”, exibido no ano de 2007. A mídia televisiva, projeto piloto dirigido pelo jornalista Eduardo Toledo, servia para entrevistar empresários da região, integrantes da Associação Comercial do Município.

O programa de entrevistas na TV Taboanense era apresentado pelo jornalista Marcelo Sousa. Sua atribuição consistia em divulgar os comerciantes da região e levar ao conhecimento dos taboanenses a Associação Comercial, indicando suas atribuições e benefícios.

A nova onda de sites que pretendem estabelecer um canal televisivo agora segue com o portal Jornal na Net. A jornalista Sandra Pereira busca apresentar um programa áudio visual, incorporando seus entrevistados às matérias regionais pautadas por seu veículo.

 
    Jornal na Net busca entra para o mercado televisívo  online
De forma simples, e pouco estruturada, o novo canal “TV NA NET” contém vinheta personalizada, indicação dos nomes dos entrevistados e a indicação de quadros com imagens sob o entrevistado, tonando o “OFF” mais dinâmico. 

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SELIC reúne grandes nomes da literatura regional para debater livro, poema e periferia

Evento reuniu grandes nomes da literatura regional
Sergio Vaz (COOPERIFA), Alan da Rosa (Edições Toró) e Raimundo Gadelha (Escrituras Editora) foram os convidados para debater o poder da literatura na periferia, as dificuldades na produção editorial independente e o monopólio dos grandes selos editorias, pela IV semana Lítero-Cultural (SELIC). 
O encontro realizado na quarta-feira, 21, no centro Cultural Mestre Assis, teve como ponto central a reunião de experiências na busca em promover a literatura como forma de liberdade de expressão e os caminhos para a publicação editorial independente. Aproximadamente 20 pessoas acompanharam o debate. 
Conhecido por onde passa como um poeta de personalidade, Sergio Vaz se mostrou um crítico da sociedade e um amante da periferia. “Não estão acostumados a ver palavras bonitas na boca de gente feia”, disse o poeta. Ele relembrou da luta na formação da Cooperifa e sobre os caminhos percorridos para que o movimento fosse reconhecido. 
Segundo ele, houve grande avanço no aspecto receptividade da literatura. Em suas palavras, atualmente acontecem 70 saraus espalhados pela região, com a média de 50 pessoas em cada evento. “O grande barato dos saraus não é formar escritores, e sim leitores”, diz. O projeto Cooperifa reúne pessoas em bares de Taboão da Serra para saraus e manifestações artísticas. 
Vaz ressalvou que seu intuito a frente da Cooperifa é conscientizar jovens para a importância da educação. Para ele a Universidade é o caminho que permite a transformação social. “Temos que lutar para que o jovem entre na faculdade, para que ele seja um poeta engenheiro, poeta mecânico, poeta motorista. Não podemos colocar que a poesia vá salvar uma pessoa”, disse. 
Sergio Vaz revelou que sofre de insônia e diz não ser exemplo para ninguém. “Eu gosto da periferia, gosto de samba na laje, gosto de escola de samba, gosto de tudo que não presta. Eu não sou referência”, diz. 
O debate que reuniu os três escritores definiu parâmetros para a compreensão da literatura atual feita na periferia. Segundo Vaz, a diferença entre um texto clássico e um texto da periferia está no movimento de sua arte. “Quando você lê um texto da periferia, você sente o suor escorrendo da página, você ouve o barulho da briga retratada em verso, essa é a diferença da nossa literatura”, afirma.
 Sergio Vaz  é uma das personalidades mais influentes do Brasil
Remanescente da literatura na periferia, Alan da Rosa (Edições Toró), indicou que a busca por conhecimento ganhou força em lugares mais afastados do centro urbano de São Paulo. Segundo ele, a periferia está começando a entender e aceitar a literatura como obra de arte. “O termo literatura ainda é muito duro, essa palavra precisa ser mais democratizada”, diz.
O selo Edições Toró conta com 20 títulos publicados, sendo 17 livros de literatura. 

A monopolização literária e o autor independente

Um dos temas abordados no debate realizado no centro cultural Mestre Assis de Embu, tratou da dificuldade em superar a monopolização das grandes editoras e da falta de espaço aos novos escritores.

Editor de diversos títulos e autor independente, Raimundo Gadelha, relembrou a saga para publicar seus livros e a difícil decisão de montar sua própria editora.

Segundo ele, lançar seus próprios títulos se deu devido à falta de abertura, tanto nas editoras convencionais quanto nas grandes livrarias. “Nas livrarias como Saraiva ou Siciliano, nem em forma de consignação, onde o autor produz o livro e eles revendem, é aceito o trabalho de autores independentes”, diz

Para Gadelha a matéria Poesia é subjugada desde sua produção. ”Se alguém tenta publicar um livro de poesia eles (as editoras) já condenam o trabalho dizendo que não há adesão comercial”, coloca.

Como exemplo para novos autores Gadelha relembrou de seu primeiro livro: Tereza, perdida, Tereza (contos, 1978). De forma independente, o livro teve expressiva aceitação na época (cinco mil exemplares), o que levou ao esgotamento da edição por completo. “Eu tive que comprar meu próprio livro para tê-lo depois”, conta.

Em 1994 Gadelha se viu na eminência de ter que se arriscar para ter seus trabalhos literários publicados. “Depois de receber tantas negativas, resolvi lagar tudo e montar minha própria editora”, conta.

Atualmente ele coleciona mais de 40 prêmios ou menções em trabalhos de editoração e livros publicados no Brasil. Em 2009 ganhou, novamente, o reconhecimento da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela obra: Ninguém faz sucesso sozinho, de Antonio Augusto Amaral de Carvalho.

Por: A. Olivera

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19 de abr. de 2010

Guerra dos Layouts melhora a aparência, mas não a cobertura da mídia virtual na região

Os sites Jornal na Net e Embu Digital lançaram recentemente seus novos layouts na busca em agradar e conquistar mais público. Dos jornalistas Sandra pereira e Marcelo Valadão, respectivamente, os veículos são concorrentes e cobrem a região sudoeste de São Paulo, tendo como ponto central a cidade de Embu das Artes. 
 layout do Jornal na Net chama a atenção








X 

Layout E.Digital peca em proporção








Apesar do “Upgrade”, os canais de noticias não adotam novas formas de veicular a seu material, o que empobrece o canal a que se prestam. Seguindo a lógica do impresso, as mídias virtuais da região ainda não entenderam que o leitor da web quer maior interatividade, o que requer mais conteúdo dinâmico e com menor grau de linearidade.

Para os veículos exemplificados a notícias é o carro chefe de sua existência, separando assim os papeis de provedor de notícias e usuários, sem aquela diretiva máxima da internet: a colaboração.

Surge então como questão: O que o público realmente quer?

Certo ou não toda “briga” é bem vinda, desde que o leitor (nesse caso) seja o campeão por antecedência.

O velho “Lobo” de Taboão da Serra

Enquanto uns apostam em inovação e visibilidade, o “maior” de todos na região sudoeste de São Paulo segue a máxima de “menos é mais”. O taboanense, que a cada mês bate recordes de acesso, segundo seu dono, Eduardo Toledo, aposta no estilo tradicional, contando com a fidelidade de seus internautas.
O taboanense - Simples, direto e organizado

Conhecido por furos e informações exclusivas o portal de comunicação também segue a linha do impresso, executando nas madrugadas sua atualização.

Novamente nem o “melhor” ainda se propôs a web 2.0 e deixa assim de se destacar por essa vertente.
Por: A. Oliveira

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Relembre...

Momento ACE - programa online pioneiro na região
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