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| Evento reuniu grandes nomes da literatura regional |
Sergio Vaz (COOPERIFA), Alan da Rosa (Edições Toró) e Raimundo Gadelha (Escrituras Editora) foram os convidados para debater o poder da literatura na periferia, as dificuldades na produção editorial independente e o monopólio dos grandes selos editorias, pela IV semana Lítero-Cultural (SELIC).
O encontro realizado na quarta-feira, 21, no centro Cultural Mestre Assis, teve como ponto central a reunião de experiências na busca em promover a literatura como forma de liberdade de expressão e os caminhos para a publicação editorial independente. Aproximadamente 20 pessoas acompanharam o debate.
Conhecido por onde passa como um poeta de personalidade, Sergio Vaz se mostrou um crítico da sociedade e um amante da periferia. “Não estão acostumados a ver palavras bonitas na boca de gente feia”, disse o poeta. Ele relembrou da luta na formação da Cooperifa e sobre os caminhos percorridos para que o movimento fosse reconhecido.
Segundo ele, houve grande avanço no aspecto receptividade da literatura. Em suas palavras, atualmente acontecem 70 saraus espalhados pela região, com a média de 50 pessoas em cada evento. “O grande barato dos saraus não é formar escritores, e sim leitores”, diz. O projeto Cooperifa reúne pessoas em bares de Taboão da Serra para saraus e manifestações artísticas.
Vaz ressalvou que seu intuito a frente da Cooperifa é conscientizar jovens para a importância da educação. Para ele a Universidade é o caminho que permite a transformação social. “Temos que lutar para que o jovem entre na faculdade, para que ele seja um poeta engenheiro, poeta mecânico, poeta motorista. Não podemos colocar que a poesia vá salvar uma pessoa”, disse.
Sergio Vaz revelou que sofre de insônia e diz não ser exemplo para ninguém. “Eu gosto da periferia, gosto de samba na laje, gosto de escola de samba, gosto de tudo que não presta. Eu não sou referência”, diz.
O debate que reuniu os três escritores definiu parâmetros para a compreensão da literatura atual feita na periferia. Segundo Vaz, a diferença entre um texto clássico e um texto da periferia está no movimento de sua arte. “Quando você lê um texto da periferia, você sente o suor escorrendo da página, você ouve o barulho da briga retratada em verso, essa é a diferença da nossa literatura”, afirma.
Remanescente da literatura na periferia, Alan da Rosa (Edições Toró), indicou que a busca por conhecimento ganhou força em lugares mais afastados do centro urbano de São Paulo. Segundo ele, a periferia está começando a entender e aceitar a literatura como obra de arte. “O termo literatura ainda é muito duro, essa palavra precisa ser mais democratizada”, diz.
O selo Edições Toró conta com 20 títulos publicados, sendo 17 livros de literatura.
A monopolização literária e o autor independente
Um dos temas abordados no debate realizado no centro cultural Mestre Assis de Embu, tratou da dificuldade em superar a monopolização das grandes editoras e da falta de espaço aos novos escritores.
Editor de diversos títulos e autor independente, Raimundo Gadelha, relembrou a saga para publicar seus livros e a difícil decisão de montar sua própria editora.
Segundo ele, lançar seus próprios títulos se deu devido à falta de abertura, tanto nas editoras convencionais quanto nas grandes livrarias. “Nas livrarias como Saraiva ou Siciliano, nem em forma de consignação, onde o autor produz o livro e eles revendem, é aceito o trabalho de autores independentes”, diz
Para Gadelha a matéria Poesia é subjugada desde sua produção. ”Se alguém tenta publicar um livro de poesia eles (as editoras) já condenam o trabalho dizendo que não há adesão comercial”, coloca.
Como exemplo para novos autores Gadelha relembrou de seu primeiro livro: Tereza, perdida, Tereza (contos, 1978). De forma independente, o livro teve expressiva aceitação na época (cinco mil exemplares), o que levou ao esgotamento da edição por completo. “Eu tive que comprar meu próprio livro para tê-lo depois”, conta.
Em 1994 Gadelha se viu na eminência de ter que se arriscar para ter seus trabalhos literários publicados. “Depois de receber tantas negativas, resolvi lagar tudo e montar minha própria editora”, conta.
Atualmente ele coleciona mais de 40 prêmios ou menções em trabalhos de editoração e livros publicados no Brasil. Em 2009 ganhou, novamente, o reconhecimento da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela obra: Ninguém faz sucesso sozinho, de Antonio Augusto Amaral de Carvalho.
Por: A. Olivera
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| Sergio Vaz é uma das personalidades mais influentes do Brasil |
O selo Edições Toró conta com 20 títulos publicados, sendo 17 livros de literatura.
A monopolização literária e o autor independente
Um dos temas abordados no debate realizado no centro cultural Mestre Assis de Embu, tratou da dificuldade em superar a monopolização das grandes editoras e da falta de espaço aos novos escritores.
Editor de diversos títulos e autor independente, Raimundo Gadelha, relembrou a saga para publicar seus livros e a difícil decisão de montar sua própria editora.
Segundo ele, lançar seus próprios títulos se deu devido à falta de abertura, tanto nas editoras convencionais quanto nas grandes livrarias. “Nas livrarias como Saraiva ou Siciliano, nem em forma de consignação, onde o autor produz o livro e eles revendem, é aceito o trabalho de autores independentes”, diz
Para Gadelha a matéria Poesia é subjugada desde sua produção. ”Se alguém tenta publicar um livro de poesia eles (as editoras) já condenam o trabalho dizendo que não há adesão comercial”, coloca.
Como exemplo para novos autores Gadelha relembrou de seu primeiro livro: Tereza, perdida, Tereza (contos, 1978). De forma independente, o livro teve expressiva aceitação na época (cinco mil exemplares), o que levou ao esgotamento da edição por completo. “Eu tive que comprar meu próprio livro para tê-lo depois”, conta.
Em 1994 Gadelha se viu na eminência de ter que se arriscar para ter seus trabalhos literários publicados. “Depois de receber tantas negativas, resolvi lagar tudo e montar minha própria editora”, conta.
Atualmente ele coleciona mais de 40 prêmios ou menções em trabalhos de editoração e livros publicados no Brasil. Em 2009 ganhou, novamente, o reconhecimento da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela obra: Ninguém faz sucesso sozinho, de Antonio Augusto Amaral de Carvalho.
Por: A. Olivera

